Medvedev diz que referendo é "adiamento" sobre medidas

O Presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, considerou hoje, quinta-feira, que o referendo na Grécia, a acontecer, é um "adiamento" e espera que a União Europeia tome rapidamente decisões sobre a economia.

"Nesta etapa, o principal são as acções dos governos nacionais, precisamente deles depende se são suficientes as decisões tomadas para a estabilização completa da economia europeia. Claro que, agora, todos esperam notícias da Grécia, mas não exóticas e populistas. Espero que não tenhamos de esperar muito", declarou na cimeira do G-20.

Segundo a agência Ria-Novosti, o dirigente russo agradeceu aos parceiros europeus pelas decisões tomadas na cimeira da União Europeia de 27 de Outubro, quando os dirigentes europeus acordaram o pacote financeiro de ajuda à Grécia, acordaram a recapitalização dos bancos e aprovaram o posterior alargamento do Fundo de Estabilização Financeiro Europeu.

"A divisão de riscos parece ser bem sensata e as quantias declaradas são suficientes para acalmar os mercados, mas é preciso determinar as fontes de financiamento desses compromissos, definir qual o papel do FMI e do Banco Central Europeu, bem como o que é preciso dos países que estão prontos a apoiar os parceiros europeus", explicou.

Medvedev anunciou também que a Rússia vai participar nos programas de apoio financeiro aos países da União Europa através do FMI, contribuindo com 10 mil milhões de euros.

"Estou convencido de que, tendo em conta a força da economia europeia, nenhuma ajuda externa poderá ser decisiva. Antes de tudo, a Europa deve ajudar-se a si mesma", frisou, acrescentando que a Zona do Euro tem recursos políticos e financeiros, bem como o apoio de outros países.

"Não gostaria de dar conselhos a países soberanos, o que e como fazer, mas, em primeiro lugar, a Rússia é parte da Europa e não ficamos indiferentes aos seus problemas. Em segundo lugar, estamos prontos a participar nos programas de apoio financeiro aos países da União Europeia, antes de tudo, através do FMI, e, por isso, temos o direito a assinalar a nossa posição", concluiu.

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