Magnatas russos tentam salvar as suas fortunas

Cerca de 30% dos fundos que se encontram atualmente no Chipre são russos. Os magnatas daquele país querem retirar o dinheiro e poderão causar um "colpaso financeiro", diz analista.

Antes da reabertura dos bancos em Chipre, esta quinta-feira, a imprensa russa informava que aviões repletos de russos "muito preocupados" viajavam para o Chipre, onde tinham depositado o seu dinheiro. Os investidores privados, sobretudo aqueles com depósitos superiores a 100.000 euros, receiam registar perdas enormes de caital.

Segundo avança o jornal espanhol "El Mundo", em entrevista à revista russa "The New Times", o analista russo Maxim Ossachi estima que cerca de 30% dos fundos que se encontram atualmente no Chipre são russos. A confirmar-se esta cifra, serão perto de 20 mil milhões de euros que estarão em causa. Perante a grave situação que o país atravessa, o analista aponta para uma saída em massa do capital russo e, em consequência, "um provável colapso do sistema financeiro" no Chipre.

Os magnatas russos estudam agora outras alternativas onde colocar o seu dinheiro como Hong Kong, Luxemburgo, Liechtenstein ou Malta, nada fazendo crer que se cumpram as esperanças do governo russo de que esse dinheiro possa "voltar a casa".

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