Krugman desmente Sócrates e Teixeira dos Santos

O prémio Nobel da Economia e professor da Universidade de Princeton, Paul Krugman, considera que a taxa de juro contratada no leilão de dívida pública desta quarta-feira foi "quase ruinosa".

Paul Krugman desmentiu assim frontalmente o primeiro ministro, José Sócrates, e o ministro das Finanças português, Fernando Teixeira dos Santos.

Logo após o leilão, Teixeira dos Santos classificou os dois leilões de dívida como um "sucesso" já que Portugal pagou cerca de 6,72% por um empréstimo de 599 milhões de euros a dez anos. Tinha pago 6,8% em Novembro.

Krugman, que conhece relativamente bem o passado da economia portuguesa pois fez parte, enquanto investigador, de uma equipa técnica do Fundo Monetário Internacional (FMI) no final dos anos 70 do século XX, foi mais longe, dizendo no seu blog do The New York Times que o facto de o Governo achar que uma taxa de juro de "apenas" 6,7% é um sucesso "diz alguma coisa do total desespero da situação europeia". O economista rematou, avisando "mais alguns sucessos e a periferia europeia será destruída".

Horas antes destes comentários, Teixeira dos Santos disse que "o conjunto destas duas operações [leilões] foi claramente um sucesso". E que "foi um sucesso porque a procura triplicou o montante emitido, o que é um recorde nos tempos mais recentes, em termos de procura de emissões de dívida pública portuguesa".

"Por outro lado as taxas a que as operações se realizaram são taxas claramente inferiores às do mercado secundário, e inclusivamente a taxa da obrigação a 10 anos foi inferior à taxa da última emissão", afirmou. Sócrates fez declarações relativamente parecidas.

 

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