Juros da dívida de Portugal a descer em todos os prazos

Os juros da dívida soberana de Portugal continuavam hoje a descer em todos os prazos em relação a sexta-feira e aos máximos de 12 de julho, depois de o Presidente da República anunciar a manutenção do atual governo.

Às 08:30, os juros a dez anos estavam a ser negociados a 6,731%, depois de terem fechado a 6,799% na sexta-feira e a 7,508% a 12 de julho, um máximo desde novembro de 2012.

No prazo de cinco anos, os juros estavam nos 6,263%, abaixo dos 6,440% de sexta-feira e dos 7,324% de 12 de julho, um máximo desde novembro de 2012.

Os juros da dívida a dois anos também estavam descer, a transacionar-se abaixo dos 5%, nos 4,818%, depois de terem fechado a 5,102% na sessão anterior e a 5,775% a 12 de julho, um máximo desde novembro de 2012.

Depois dos máximos de 12 de julho, os juros da dívida soberana de Portugal em todos os prazos têm fechado em baixa, à espera de uma solução para a crise política.

Depois do fracasso das negociações, revelado na sexta-feira, de um acordo entre os três partidos que assinaram o memorando de ajuda de ajuda externa, PSD, CDS-PP e PS, e já depois do encerramento dos mercados, o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, anunciou no domingo a manutenção do atual executivo até ao fim da legislatura.

A 10 de julho, o Presidente da República tinha proposto, numa comunicação ao país, um "compromisso de salvação nacional" entre PSD, PS e CDS que permitisse o programa de ajuda externa e eleições antecipadas a partir de junho de 2014.

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