"Jogada da meia hora" foi manobra para reforma laboral

O secretário-geral da CGTP, Manuel Carvalho da Silva, considerou hoje que a proposta governamental de aumento do horário de trabalho foi uma manobra para viabilizar uma "violenta reforma da legislação laboral".

"Esta jogada da meia hora de trabalho a mais, lançada pelo Governo, é uma das manobras mais ardilosas na história da democracia", disse o líder da Intersindical junto ao Parlamento perante alguns milhares de manifestantes.

Carvalho da Silva disse que algumas entidades "mais retrógradas da sociedade" viram na proposta de aumento do horário de trabalho diário uma oportunidade para "impor a mais violenta reforma da legislação laboral depois do 25 de abril".

Para o líder da Inter, a queda do aumento do horário de trabalho diário em meia hora deve-se às lutas dos trabalhadores promovidas pela CGTP.

"Deviam era agradecer em público aos trabalhadores e aos sindicatos da CGTP pelas lutas que desenvolveram contra o aumento do horário de trabalho", disse Carvalho da Silva agradecendo a todos os presentes o trabalho desenvolvido.

Lembrou ainda os inúmeros contactos feitos pela CGTP neste âmbito, nomeadamente com o Presidente da República, presidente do Conselho Económico e Social e Comissão Justiça e Paz.

Carvalho da Silva prometeu que a luta vai continuar e exortou à participação na manifestação nacional que a Inter marcou para 11 de fevereiro.

A manifestação de dirigentes e ativistas sindicais da CGTP juntou cerca de 3.000 sindicalistas de todo o país.

O protesto foi marcado inicialmente para marcar a recusa da Inter relativamente ao aumento do horário de trabalho, cuja proposta legislativa foi, entretanto, retirada hoje pelo Governo.

A redução de salários e de direitos acabou por dar o mote ao protesto.

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