João Proença, a química ao serviço do sindicalismo

João Proença deixa a liderança da UGT no próximo fim de semana, depois de 18 anos como secretário-geral da central, com a promessa de continuar a dar o seu contributo ao movimento sindical, a que se dedica desde 1979.

O engenheiro químico, que nasceu em Inguias, Belmonte, há 65 anos, não pretende ainda reformar-se porque entende que pode continuar a apoiar tecnicamente a UGT e desempenhar alguma função no Partido Socialista.

João Proença é membro da Comissão Nacional e da Comissão Política do PS, cuja direção integrou entre 1993 e 1995.

Foi eleito deputado em 1987 mas só assumiu o lugar na bancada socialista dois anos depois e manteve-se na Assembleia da República até 1995, ano em que assumiu interinamente o lugar de secretário-geral da UGT.

Começou a dedicar-se ao sindicalismo no final da década de 70, sendo um dos fundadores do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública (SINTAP).

Foi o primeiro secretário-geral do SINTAP, em 1979.

Em 1983 começou a dedicar-se a tempo inteiro ao movimento sindical, tornando-se responsável pelo gabinete técnico da UGT e integrando, sucessivamente, o seu secretariado nacional e o seu secretariado executivo.

Foi vice-secretário geral do primeiro líder da UGT, Torres Couto, que o escolheu para lhe suceder interinamente em janeiro de 1995.

João Proença foi eleito secretário-geral da UGT a 21 de abril de 1996.

Em representação da UGT tem integrado desde então várias estruturas sindicais ou de concertação nacionais e internacionais. É o único membro da Comissão Permanente de Concertação Social (CPCS) que está em funções desde a criação deste órgão de concertação social, em 1984.

Profissionalmente começou por ser professor assistente no Instituto Superior Técnico, onde se licenciou em 1970, e foi investigador auxiliar do extinto Instituto Nacional de Engenharia e Tecnologia Industrial.

Foi chefe de gabinete de quatro membros do Governo entre 1976 e 1978.

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