Indústria têxtil é o único setor onde o desemprego continua a descer

O número de desempregados inscritos nos centros de emprego voltou a subir em setembro para todos os setores com exceção da indústria têxtil, segundo o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP).

As estatísticas mensais do IEFP revelam que o número total de desempregados inscritos nos centros de emprego chegou aos 683.557 em setembro, número 23,4 por cento superior ao que se verificava no mesmo mês do ano passado.

Olhando para os setores de origem dos desempregados, houve uma subida em todos, com uma única exceção: a "fabricação de têxteis". Na indústria têxtil, o número de desempregados inscritos caiu quase dez por cento por cento relativamente a agosto do ano anterior, o equivalente a mais de mil pessoas.

O têxtil é um dos setores tradicionalmente mais importantes na economia portuguesa, mas perdeu muito peso nas últimas décadas, tanto em termos de emprego como de produção.

Há mais de dois anos e meio que o desemprego registado na indústria têxtil tem vindo a descer. Isto não significa necessariamente que a indústria esteja a contratar - os dados do IEFP não explicam qual o destino dos desempregados que deixam de estar inscritos nos centros de emprego.

Nos dados mais recentes do Inquérito ao Emprego do Instituto Nacional de Estatística (INE), o emprego na fabricação de têxteis aumentou no primeiro semestre de 2012 - um aumento que, segundo o INE, "abrangeu 7 mil pessoas".

Os dados do IEFP são relativos ao desemprego registado, ou seja, aos desempregados inscritos em centros de emprego.

A taxa de desemprego oficial é calculada através de um inquérito do INE. No segundo trimestre, a taxa era de 15 por cento da população ativa, o equivalente a 827 mil pessoas.

O Governo prevê que este ano a taxa de desemprego atinja os 16 por cento.

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