INATEL perde 30% das verbas estatais mesmo depois de recorrer

A Fundação INATEL vai perder 30% das verbas estatais mesmo depois de ter recorrido da decisão inicialmente conhecida em setembro, foi hoje publicado em Diário da República.

No Ministério da Solidariedade é avançada uma redução de 30% das verbas para três outras fundações além do INATEL: IFEC, Prodignitate e Aga Khan Portugal.

O presidente da Inatel, Vitor Ramalho, manifestou-se em setembro contra a redução de 30% dos apoios financeiros públicos decretada pelo Governo.

Em declarações então dadas à Lusa, Vitor Ramalho alertou para o facto de este corte colocar "em risco" a viabilidade financeira da fundação que, "desde há quatro anos, tem vindo a sofrer cortes na ordem dos 27%".

Sem quantificar o montante a que equivale a esta redução de 27%, o presidente da INATEL sublinhou na ocasião que, com os cortes de 30% hoje confirmado, que equivalem a 2,7 milhões euros, "o corte será de 57%".

Na avaliação feita pelo Governo, o Inatel, que tem 136.201 beneficiários, obteve uma pontuação global de 46,8 pontos em 100.

Governo publicou hoje em Diário da República as decisões finais sobre a extinção ou redução total ou parcial do apoio financeiro às fundações que estavam sob avaliação desde setembro do ano passado.

O anexo publicado hoje ao final da tarde em Diário da República determina a redução de 30% do investimento público a várias fundações, como por exemplo as de Serralves, Casa da Música e Culturgest.

O documento explicita a resolução final do Governo em relação a 423 fundações, divulgada no Conselho de Ministros de 28 de fevereiro quando foi anunciado que das 423 fundações identificadas, 98 mantêm a atual relação com o Estado.

Das restantes, 132 vão ver alterado o seu financiamento, perdendo total ou parcialmente os apoios públicos, enquanto que 193 - que não responderam ao censo feito no ano passado - deixam de contar com as transferências do Orçamento do Estado.

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