"Governo foi pela via mais fácil do aumento de impostos"

O gestor indicado por Pedro Passos Coelho para acompanhar as negociações com a troika aponta lacunas ao programa de assistência financeira e admite que o Executivo, por restrições dentro da coligação e em virtude das decisões do Tribunal Constitucional, optou pelo "enorme aumento de impostos" em vez de uma "enorme redução da despesa pública".

Em entrevista n'O Estado da Nação, programa de entrevistas conduzido por João Marcelino, diretor do DN, e Paulo Baldaia, diretor da TSF, Eduardo Catroga afirma que o programa de assistência pecou na falta de financiamento à economia e na falta de incentivos fiscais e financeiros ao investimento. Mas sublinha que "o PEC IV era uma fantasia" que partia de pressupostos incorretos, acrescentando que a vinda da troika era "inevitável".

Reconhece que o processo de ajustamento "vai demorar muitos anos", já que tem de corrigir erros de política económica e excessos que vêm desde a segunda metade da década de 90. E acusa António Guterres de ter desperdiçado "uma década de ouro para fazer reformas estruturais".

Realça que a reestruturação da dívida tem que ser permanente, em função da capacidade de pagamento, mas que tem de dar aos mercados uma indicação positiva. E afirma que os mercados que há três anos apostavam na desagregação da zona euro já acreditam na permanência da moeda única. Sobre as eleições europeias, revela que vota na coligação PSD/CDS-PP porque considera Paulo Rangel "melhor" do que Francisco Assis.

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