Fundo reforçado para lá de um bilião de euros

O Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) deverá ser reforçado para mais de um bilião (um milhão de milhão) de euros e as perdas sobre a Grécia podem chegar aos 60 por cento, disseram hoje membros da oposição parlamentar na Alemanha.

As declarações dos deputados alemães seguem-se a um encontro com a chanceler Angela Merkel e surgem numa altura em que decorrem intensas negociações para resolver a crise da dívida soberana na zona euro, em particular no que toca à Grécia, mas também em relação a Roma, onde o Governo está hoje reunido para dar resposta a novas exigências vindas de Bruxelas.

"Vai haver uma alavancagem do FEEF. É claro que esta alavancagem vai ser de um nível para lá de um bilião de euros", disse, citado pela Associated Press, Jurgen Trittin, membro dos Verdes alemães, após uma reunião com Merkel, num reforço que deverá envolver o Fundo Monetário Internacional.

Além disso, está prevista também uma recapitalização dos bancos europeus da ordem dos 100 mil milhões de euros, e o aumento das suas taxas de capital próprio (racio) dos atuais cinco por cento para nove por cento, adiantou também a chanceler aos deputados.

A União Europeia encontra-se neste momento à procura de soluções para o reforço do FEEF, de modo a que este esteja preparado para proteger países como a Espanha ou a Itália, respetivamente a quarta e terceira maiores economias da zona euro.

As alterações ao fundo de resgate europeu (FEEF) serão votadas na quarta-feira pelo plenário do parlamento alemão, e não apenas pela comissão do orçamento, noticiaram hoje vários órgãos de informação germânicos, citando fontes do governo de Angela Merkel.

A votação será antecedida por um discurso da chanceler sobre a política europeia do executivo.

Inicialmente, a coligação de centro-direita formada pelos democratas-cristãos e liberais opôs-se a uma proposta da oposição para deliberar sobre o FEEF no plenário, alegando que bastaria aprovar aos alterações ao fundo de resgate na comissão parlamentar do orçamento.

O líder parlamentar democrata-cristão, Volker Kauder, justificou a cedência à oposição nesta matéria com o "elevado interesse" que as questões relacionadas com o fundo de resgate estão a suscitar na opinião pública alemã.

A lei atual só exige que a comissão parlamentar do orçamento se pronuncie sobre a expansão do FEEF.

Após a votação no plenário do Bundestag, que deverá aprovar por larga maioria dos partidos do governo, dos sociais-democratas e dos Verdes as novas diretivas do FEEF, Merkel partirá para Bruxelas, para participar na cimeira dos líderes europeus que deverão aprovar o pacote de medidas para tentar debelar a crise das dívidas soberanas.

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