Função pública perdeu 50 mil trabalhadores em 2 anos

O secretário de Estado da Administração Pública, Hélder Rosalino, afirmou hoje, no parlamento, que, nos últimos dois anos saíram 50.000 trabalhadores da função pública.

O governante, que falava na comissão parlamentar de Acompanhamento das Medidas do Programa de Assistência Económica e Financeira (PAEF), começou por dizer que "a reforma do Estado é um processo contínuo e permanente", que o executivo tem vindo a implementar.

Um dos aspetos apontados por Hélder Rosalino foi "a redução estrutural de trabalhadores da administração pública, de 50.000 trabalhadores".

De acordo com o secretário de Estado, "não há registo de uma reestruturação desta dimensão, numa altura em que aumenta a procura de serviços públicos, decorrente da situação do país".

Hélder Rosalino apontou ainda a redução de uma série de estruturas do Estado, que permitiu reduzir o número de cargos dirigentes "que não eram necessários, bem como "o incremento da mobilidade" profissional.

"É aqui que entra o programa de rescisões", referiu o governante, mostrando-se surpreendido com algumas afirmações dos partidos da oposição, nomeadamente do Partido Socialista (PS), que, nas palavras do governante, confundem rescisões com despedimentos.

Hélder Rosalino disse que cerca de 200.000 trabalhadores da administração pública realizam funções pouco qualificadas, ou seja, acrescentou, o equivalente a 40% dos funcionários públicos.

"Num momento de contração, as empresas reorganizam-se e valorizam mais umas funções do que outras. Na administração pública, isso também tem de ser feito", afirmou Rosalino.

Mais Notícias

Outras Notícias GMG