Fernando Lima diz que dívida da Galilei é de 170 milhões

O presidente da Galilei negou hoje que a dívida do seu grupo seja na ordem dos mil milhões de euros, contrapondo que o valor real do passivo é de cerca de 170 milhões de euros.

Fernando Lima, que lidera o grupo que sucedeu à Sociedade Lusa de Negócios (SLN), apresentou estes valores na comissão parlamentar de inquérito sobre a nacionalização e reprivatização do Banco Português de Negócios (BPN).

Numa anterior audição, o ex-administrador do BPN Norberto Rosa estimou em cerca de mil milhões de euros a exposição do banco em relação à extinta SLN.

"Essa dívida de mil milhões de euros não reflete nem a realidade, nem a contabilidade, nem ainda aquilo que é comunicado oficialmente. As questões relativas aos custos parqueados em 'offshores' também não têm sido corretamente equacionadas e a larga maioria das empresas do grupo [ex-SLN], contrariamente a ideias que têm vindo a surgir, apresenta prejuízos sucessivamente e há largos anos", contrapôs Fernando Lima.

De acordo com o presidente da Galilei, "a dívida do grupo neste momento à Parvalorem [sociedade veículo criada pelo Estado no âmbito do caso BPN] é de 109,42 milhões de euros a entidades absolutamente formais".

"A entidades informais [de 'offshores' reconhecidas] a dívida é de 62 milhões de euros. Portanto, estamos perante um valor de cerca de 170 milhões de euros", especificou.

Em relação às 70 e 80 'offshores' constantes no projeto César, cuja dívida global rondará atualmente os 522 milhões de euros, Fernando Lima apelou para que não haja "confusões" nesta matéria e salientou que tal "não é reconhecido como dívida".

"Reconhecido em balanço como dívida do grupo à Parvalorem são cerca de 170 milhões de euros, sendo certo que o tal projeto César leva a que se discuta aquilo que substancialmente deveria ser imputado à SLN ou ao banco. Nós não reconhecemos - e julgo que o BPN também não reconhecerá - que o grupo deva os tais mil milhões de euros, porque isso não tem expressão contabilística em lado nenhum, nem tem qualquer valia jurídica", sustentou o presidente da Galilei.

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