Faria de Oliveira mantém-se como presidente da CGD

Fernando Faria de Oliveira foi reeleito esta sexta-feira para o cargo de presidente do conselho de administração da Caixa Geral de Depósitos (CGD), na assembleia-geral onde foram eleitos os novos órgãos sociais para o mandato de 2011 a 2013.

Em comunicado, a CGD informa que o cargo de vice-presidente do conselho de administração será ocupado por José Agostinho de Matos, que também irá presidir à comissão executiva, cujos restantes elementos serão conhecidos segunda-feira.

José de Matos abandona assim o Banco de Portugal onde trabalha desde os seus 26 anos. Licenciado em Economia pelo Instituto Superior de Economia da Universidade Técnica de Lisboa, o economista desempenhou funções docentes no ISE, no ISCTE e no ISEGI/UNL, trabalhando ainda como técnico nos ministérios da Educação (1973-1975) e do Comércio Interno (1975-1979).

Em 1979 ingressa no Banco de Portugal, para desempenhar até 1988 funções técnicas e de coordenação no Departamento de Estatística e Estudos Económicos, assumindo entre 1992 e 1994 a direção deste departamento.

O economista exerceu ainda as funções de chefe do gabinete do governador, entre 1992 e 1994, e depois diretor do departamento de Relações Internacionais (1994-2000) e do Departamento de Mercados e Gestão de Reservas (2000-2002).

Entre 1995 e 2002, José de Matos foi o segundo 'alternate' do governador do Banco de Portugal, no Instituto Monetário Europeu e depois no BCE. Desde 2002, que exerce as funções de vice-governador do Banco de Portugal, passando também a ser 'alternate' do governador no Conselho do Banco Central Europeu e, desde 2006, no Fundo Monetário Internacional (FMI), cargo em que foi reconduzido em maio de 2007.

No novo conselho de administração da CGD está também, como vogal, o economista António Nogueira Leite, conselheiro do PSD, antigo secretário de Estado do Tesouro e das Finanças do governo de António Guterres e administrador designadamente do grupo José de Mello Investimentos.

Norberto Rosa, Jorge Tomé, Rudolfo Lavrador e Pedro Cardoso são elementos que já estavam no anterior mandato e que transitam agora para o novo quadro de administradores. Norberto Rosa acumula ainda funções na Comissão Interbancária para o Sistema de Pagamentos (CISP), na Sociedade Interbancária de Serviços (SIBS), e é vice-presidente do conselho de administração do Banco Português de Negócios (BPN), entre outras funções.

Jorge Tomé, licenciado em Organização e Gestão de Empresas pelo ISCTE e mestre em Economia Aplicada, construiu a sua carreira na banca de investimento.

Rudolfo Lavrador, por seu lado, era responsável, no anterior mandato, pelos assuntos jurídicos do grupo, acumulando também os negócios internacionais da CGD, enquanto Pedro Cardoso assumia os pelouros dos mercados financeiros e gestão de ativos e de risco, tendo também lugar nas administrações dos bancos Efisa e BPN.

Nuno Fernandes Thomaz, o advogado Pedro Rebelo de Sousa (irmão de Marcelo Rebelo de Sousa), o advogado Eduardo Paz Ferreira, professor na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, e Álvaro Nascimento, presidente da Universidade Católica do Porto, onde lecciona Finanças, integram a nova administração da CGD.

Na segunda-feira à tarde, o conselho de administração do banco público vai reunir-se para designar a composição da comissão executiva.

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