Ex-ministra defende leis e fisco mais favorável

Maria da Graça Carvalho, eurodeputada e ex-ministra da Ciência, considera que grande parte do que foi conseguido em Portugal ao nível da qualificação e produção de conhecimento - "dos doutoramentos às infraestruturas para o ensino superior e ao equipamento científico" - ficou a dever-se aos fundos comunitários.

"Não se pode dizer que tenham sido mal aproveitados", diz ao DN. Porém, avisa que para que "pessoas e ideias" cheguem a um sector empresarial, "de certo modo débil", são precisas medidas claras, desde "um regime fiscal favorável às empresas" a um mercado "a funcionar, com leis de trabalho mais justas e flexíveis".

O próximo quadro comunitário de apoio, que vai vigorar entre 2014 e 2020, vai crescer 30%, para72 mil milhões de euros. E a eurodeputada social-democrata, relatora do Programa Horizon 20/20, de apoio à investigação, defende que há muitas oportunidades para instituições e empresas nacionais.

Exemplo disso são os apoios a projetos na área do mar ou das florestas, de interesse estratégico para Portugal, propostos pela própria Graça Carvalho. Porque a utilização do conhecimento "é um problema europeu, ainda que mais acentuado em Portugal", há também incentivos às empresas, como o projeto Liderança Industrial, para PME inovadoras.

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