Estado poupa 1.200 milhões com renegociação

O presidente da Ascendi, Gonçalo Moura Martins, afirmou hoje que o acordo global de renegociação das três ex-SCUT e das duas concessionárias da empresa diminuíram os encargos do Estado, gerando um benefício líquido de 1.200 milhões de euros.

Moura Martins, que também é presidente executivo da Mota Engil, está hoje na comissão parlamentar de inquérito às Parcerias Público-Privadas (PPP) para ser ouvido pelos deputados sobre as concessões do Norte e da Grande Lisboa e também sobre as ex-SCUT (vias sem custos para o utilizador) da Costa de Prata, Beiras Litoral e Alta e Grande Porto.

O deputado socialista Renato Sampaio questionou o presidente da Ascendi sobre se confirmava que o benefício líquido para o Estado, com a renegociação das concessões, em 2010, tenha sido de 1.200 milhões de euros.

Na resposta, Moura Martins referiu um relatório da comissão de renegociação do acordo global, que indica que a poupança para o Estado será "um número dessa ordem de grandeza".

Gonçalo Moura Martins explicou que a renegociação das cinco concessões foi feita através de "um acordo global", e não concessão a concessão, e que foi a empresa que solicitou este acordo global, e não o Estado.

A Ascendi Group é controlada pela Mota Engil (60%) e pelo Espírito Santo Concessões (40%), detida maioritariamente pelo Banco Espírito Santo.

A Ascendi Group, por sua vez, em parceria com outras entidades, controla as concessões do Norte e da Grande Lisboa e também as ex-SCUT da Costa de Prata, Beiras Litoral e Alta e Grande Porto.

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