Empresa vota alteração de estatutos na assembleia geral

Os acionistas da REN deverão aprovar hoje a alteração do limite aos direitos de voto para permitir a entrada dos chineses e dos árabes no capital da empresa, mais um passo para concretizar a privatização da gestora das redes energéticas.

Na assembleia-geral, os acionistas vão deliberar sobre o relatório de contas de 2011, a distribuição de dividendos, os novos órgãos sociais e a alteração dos estatutos, o que prevê a mudança dos limites aos direitos de voto dos atuais 10 por cento para os 25 por cento.

Esta alteração tem que ser feita para que os chineses da State Grid e os árabes da Oman Oil Company possam exercer os direitos de voto relativos aos 25 e 15 por cento de capital da REN que adquiriram ao Estado português, por 592 milhões de euros.

Da reunião magna vão também sair os novos órgãos sociais para o triénio 2012-14, com uma comissão executiva reduzida a três membros, que será liderada por Rui Cartaxo, atual presidente executivo da companhia, que será reconduzido.

O conselho de administração da REN terá 15 membros, dos quais três da comissão executiva, sendo que a State Grid estará representada com três membros não executivos (um dos quais será vice-presidente da empresa) e a Oman Oil Company por um administrador não executivo.

O ex-presidente executivo da Jerónimo Martins, Luís Palha da Silva, e o ex-presidente da Fundação Calouste Gulbenkian, Rui Vilar, integram a proposta para o conselho de administração da REN, sendo que este último será membro da comissão de auditoria.

Na assembleia-geral de acionistas, será também votada a aplicação dos resultados referentes a 2011, com o conselho de administração a propor a distribuição de cerca de 90,2 milhões de euros de dividendos, o que representa 75,85 por cento do resultado consolidado no exercício de 2011, que ascendeu a 120,6 milhões de euros.

Assim, a REN propõe uma distribuição de um valor de dividendo bruto por ação de 0,169 euros, um valor acima dos 0,168 por ação atribuídos há um ano.

A REN fechou 2011 com lucros de 120,6 milhões de euros, um crescimento de 9,4 por cento face ao período homólogo, o que é reflexo de uma melhoria dos resultados operacionais, anunciou hoje a gestora das redes energéticas.

Os resultados líquidos recorrentes aumentaram 9,3 por cento para 131 milhões de euros em 2011, o que, segundo a empresa, reflete "uma melhoria dos resultados operacionais devido à expansão da base de ativos, à aposta numa maior eficiência organizacional e consequente redução dos custos operacionais controláveis".

Neste contexto, o EBITDA (Resultados Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortizações) aumentou 9,5 por cento em 2011, atingindo os 472,5 milhões de euros.

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