Dúvida na sucessão tira 900 milhões a BES e ESFG

O nome do sucessor de Ricardo Salgado à frente dos destinos do BES já está escolhido. Mas não está ainda aprovado. As dúvidas e a incerteza sobre se Amílcar Morais Pires receberá o aval dos acionistas na assembleia geral (AG) de 31 de julho e, sobretudo o do Banco de Portugal, têm penalizado fortemente as ações do BES e da Espírito Santo Financial Group (ESFG), holding que detém 25% do capital do banco. Contas feitas, os dois perderam em conjunto 903milhões de euros do valor de Bolsa desde o anúncio da sucessão, na quinta-feira.

"O risco que poderá estar a ser ponderado pelos investidores atualmente é o facto de não ser ainda 100% claro, apesar de provável, a aprovação e nomeação na AG de Morais Pires para o cargo de CEO", afirmou Albino Oliveira ao DN/Dinheiro Vivo. O analista da Fincor salientou ainda "os riscos adicionais de existir ou não a necessidade de maior esforço de provisionamento face às contas atuais do banco".

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