Défice espanhol atinge os 7,4% em vez dos 6,3%

O Ministro do Orçamento espanhol anunciou hoje que o défice público do país em 2012 atingiu os 7,4% do PIB em vez de os previstos 6,3%. Já no ano de 2011, o défice foi de 9,44%, apesar das previsões de 8,96%.

A revisão acima destes dois números vai ao encontro às ajudas de custo prestadas pelo Estado aos bancos, enfraquecidos desde o estouro da bolha imobiliária em 2008, explicou o ministro na conferencia de empresa, por ocasião da apresentação ao Parlamento do Orçamento de Estado para 2013.

Contudo, essas ajudas "não são tidas em conta no processo de défice excessivo", previsto pela União Europeia, porque "são um auxílio estatal que os bancos se comprometem a pagar", assegurou o ministro, dizendo ainda que o país vai enviar os números para o Instituto Europeu de Estatística, o Eurostat.

Para o ano de 2012, o Governo espanhol acredita que poderá ainda cumprir o seu défice público de 6,3%, como acordado com Bruxelas. No entanto, o país sofre de um problema de credibilidade para com os mercados, devido a não ter cumprido a meta estabelecida para o défice em 2011.

O setor bancário espanhol já recebeu vários milhares de milhões de euros de ajuda estatal e ainda deve receber uma linha de crédito da zona euro: esta última, prometeu em junho uma ajuda até 100 mil milhões de euros, mas Madrid, apoiando-se numa auditoria independente, calculou esta sexta feira, de que o setor poderá não pedir mais de 40 mil milhões.

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