CTT esperam distribuir dividendos de 60 milhões de euros em 2014

Os CTT deverão distribuir no próximo ano 60 milhões de euros em dividendos de que já beneficiarão os novos acionista, embora o pagamento só acontecerá se os órgãos sociais da empresa o autorizarem.

A informação é avançada no prospeto de oferta pública de venda e de admissão à negociação em bolsa, hoje divulgado na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

No documento, adianta-se que "o conselho de administração espera estar em condições de propor a distribuição de dividendos no montante de aproximadamente 60 milhões de euros, a serem pagos em 2014", acrescentando, no entanto, que isso ainda está "sujeito a aprovação dos órgãos sociais competentes do emitente".

Quem for acionista em 2014 ou depois disso, os dividendos a receber deverão representar "pelo menos, 90% do lucro distribuível apurado no respetivo exercício", descreve a empresa nas condições de oferta ao mercado.

"Esta política de dividendos foi aprovada em deliberação do conselho de administração do emitente [CTT] estando, contudo, a efetiva proposta de aplicação de resultados sujeita a aprovação pelos órgãos sociais competentes do emitente em cada momento", alerta.

A empresa avisa ainda que a política de dividendos poderá ser alterada no futuro "de modo a refletir, entre outros aspetos, alterações à estratégia de negócio e às necessidades de capital"

Por isso, acrescenta, a distribuição de dividendos estará sujeita às "condições verificadas no momento, incluindo os resultados líquidos consolidados e individuais, os proveitos, a situação financeira, as reservas, a disponibilidade de fundos legalmente distribuíveis e as perspetivas futuras".

Esta série de condições impede que os CTT possam garantir a distribuição de dividendos depois de 2014, conclui.

O Governo anunciou na segunda-feira que as ações dos CTT, vendidas em bolsa no âmbito da privatização da empresa, terão um preço entre os 4,10 euros e os 5,52 euros.

No documento hoje divulgado na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, lê-se que "o preço de venda das ações apenas será definido após o final da oferta, adiantando que isso acontecerá a 3 de dezembro próximo.

Os CTT formalizaram, no passado dia 4, a intenção da Parpública avançar com a oferta pública inicial (IPO) em bolsa da empresa, no âmbito do processo de privatização.

A Parpública irá vender "até 105 milhões de ações, representativas de 70% do capital social dos CTT", sendo 21 milhões através de OPV e o restante através de venda direta institucional (84 milhões de ações).

Do total reservado à OPV, um lote de 5,25 milhões de ações será para os trabalhadores dos Correios e 15,75 milhões de ações para o público em geral.

Numa primeira fase, o Estado, através da Parpública, deverá ficar com 30% dos CTT após a IPO. A médio prazo, o Estado deverá sair da empresa.

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