CTT deixam de estar sujeitos a cortes do Governo

Os CTT deverão ter um conselho de administração com 11 membros e deixarão de estar sujeitos aos cortes do Governo, prevendo-se 4,8 milhões de euros para aumentos salariais dos trabalhadores, avança o prospeto da Operação Pública de Venda (OPV).

"O mais cedo possível após a conclusão da Oferta, e até 28 de fevereiro de 2014, a Parpública tem a firme intenção de convocar uma Assembleia Geral tendo como ordem de trabalhos, designadamente, a eleição dos membros do conselho de administração da sociedade, bem como de apresentar uma proposta no sentido de este órgão passar a integrar onze membros" no novo mandato 2014-2016, lê-se no prospeto hoje divulgado na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

A proposta inclui a designação do respetivo Presidente e a eleição de seis administradores.

Desde 24 de agosto de 2012, o Conselho de Administração é composto por cinco membros (Francisco Lacerda, presidente, Manuel Cabral de Abreu Castelo-Branco, vice-presidente; André Costa, Dionizia Ferreira e Ana Macedo, vogais).

Como tal, a Parpública vai sugerir que o órgão de administração inclua cinco administradores executivos, sendo esta equipa executiva composta pelos administradores atualmente em funções, "tendo presente a sua experiência, independência face à estrutura acionista e conhecimento adquirido desde 2012, da maior relevância para a implementação da estratégia da empresa".

Além disso, vai propor igualmente seis administradores não executivos, incluindo, pelo menos, quatro administradores independentes, "reunindo uma equipa não executiva com um perfil diversificado, que conjugue qualificações adequadas às suas funções de supervisão e experiência no desempenho de funções de administração em sociedades de dimensão equivalente e/ou com ações admitidas à negociação, com vocação nacional e internacional".

No documento, é ainda referido que, depois de concluída a oferta, caso o Governo deixe de deter mais de 50% do capital social, os CTT deixarão de estar abrangidos pelas medidas de austeridade definidas pelo executivo "que obrigaram à diminuição dos salários dos trabalhadores dos CTT, durante os anos de 2011 e 2012".

Como consequência, "prevê-se que os gastos de pessoal dos CTT possam aumentar, no próximo ano, em cerca de 6,5 milhões de euros, dos quais aproximadamente 4,8 milhões de euros são respeitantes a aumentos salariais".

No prospeto é ainda salvaguardado que "não pode ser prestada qualquer garantia de que tais aumentos não venham a ser superiores ao atualmente estimado".

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