Cimpor passa de lucros a prejuízos de 167,9 milhões

A Cimpor passou de lucros de 191,2 milhões para prejuízos de 167,9 milhões de euros nos primeiros nove meses de 2012, informou a cimenteira portuguesa à Comissão do Mercado de Valor Mobiliário (CMVM).

Em comunicado enviado na sexta-feira à noite à CMVM, a Cimpor refere que o EBITDA (resultados antes de juros, impostos, amortizações e depreciações) foi de 355,4 milhões de euros entre janeiro e setembro de 2012, uma quebra de 0,9% face ao período homólogo do ano anterior (358,6 milhões de euros).

O volume de negócios da Cimpor caiu 1,6%, para os 1.170 milhões de euros, nos primeiros nove meses de 2012.

Quanto aos resultados consolidados para o terceiro trimestre do ano, a Cimpor teve resultados líquidos totais de 38,4 milhões de euros, uma queda de 27,3% face a igual período do ano passado (52,8 milhões de euros). O EBITDA chegou aos 133,5 milhões de euros, um aumento de 7,4%, e o volume de negócios foi de 387 milhões, menos 5,6% do que em período homólogo de 2011.

Desde junho, 94,81% da Cimpor -- Cimentos de Portugal pertence à empresa brasileira Camargo Corrêa, em resultado de uma Oferta Pública de Aquisição (OPA), lançada a 30 de março, pela InterCement, empresa detida pela Camargo Corrêa.

Antes da OPA, a brasileira Camargo Corrêa já era a maior acionista da Cimpor (com 32,9 por cento), seguida pela Votorantim (21,2 por cento), pelo Fundo de Pensões do BCP (10 por cento), pelo empresário Manuel Fino (9,8 por cento) e pela Caixa Geral de Depósitos (9,6 por cento).

Em julho, os acionistas da Cimpor elegeram, em assembleia-geral extraordinária, Daniel Proença de Carvalho como presidente do conselho de administração e Ricardo Lima como presidente executivo da cimenteira, que substituíram Castro Guerra e Francisco Lacerda, respetivamente.

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