CGTP pede luta no trabalho para travar Governo

O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, defendeu hoje que as intenções do Governo, de retirar mais direitos aos trabalhadores, só serão travadas com a continuação da luta nos locais de trabalho, tanto no setor público como no privado.

"O determinante para pôr um travão nas intenções de Passos Coelho e Portas será a ação nos locais de trabalho numa luta que é não só dos trabalhadores do setor privado, público e das empresas do setor empresarial do Estado, mas também de todos os homens e mulheres que defendem um futuro de desenvolvimento e de harmonização social", disse o sindicalista.

Arménio Carlos falava para os milhares de manifestantes que encheram esta tarde o largo junto à Assembleia da República no final de uma manifestação nacional contra as alterações ao Código do Trabalho, que deverão ser hoje aprovadas no parlamento.

O líder da Intersindical acusou o Governo de ter "um projeto político que vê na exploração e no empobrecimento" um "objetivo para impor a continuação da brutal transferência de rendimentos de quem trabalha e trabalhou para o grande capital nacional e estrangeiro".

A redução dos salários e pensões, a manutenção do salário mínimo nos 485 euros, a redução das remunerações da função pública e o aumento de impostos foram algumas das questões alvo de críticas de Arménio Carlos.

"Sentimos nos bolsos cada vez mais vazios e nos meses cada vez mais longos o efeito da sua política traduzida também em menos e mais caros serviços públicos", disse aos manifestantes, que interromperam várias vezes o discurso de Arménio Carlos para lançar insultos ao Governo ou assobiar a maioria parlamentar.

Arménio Carlos prometeu que a luta vai continuar durante o verão, nomeadamente com uma campanha de esclarecimento e sensibilização em agosto sobre as alterações legislativas em curso.

A Inter considera que as propostas legislativas do Governo que deverão ser hoje votadas "são altamente lesivas para os trabalhadores" e vão contribuir para "o desmantelamento da contratação coletiva".

Uma das propostas prevê o prolongamento do período para a redução do pagamento do trabalho extraordinário, enquanto a outra reduz os prazos de caducidade e de sobrevigência das convenções coletivas de trabalho.

Mais Notícias

Outras Notícias GMG