CGD quer cumprir metas de capital com recursos próprios

O banco estatal pretende atingir o rácio de 'core tier I' de 10 por cento em 2012 sem recorrer a fundos do Estado, ponderando antes a venda de activos e de participações financeiras, revelou hoje o presidente Faria de Oliveira.

"A Caixa Geral de Depósitos (CGD) deverá atingir o cumprimento das metas com recursos próprios", disse aos jornalistas o banqueiro, numa alusão aos rácios de 'core tier I' de 9 por cento em 2011 e de 10 por cento em 2012 que foram negociados entre o Governo e a 'troika', no âmbito do pacote de ajuda internacional a Portugal. Para tal, o banco público vai intensificar a desalavancagem, estudando a venda de activos (privatização da área dos seguros e da saúde da CGD), bem como "a eventual venda de participações financeiras e de títulos".Questionado se poderão ser alienadas as posições detidas pela CGD na PT e no BCP, Faria de Oliveira disse que "é uma matéria que está a ser objecto de estudo", sem excluir essa possibilidade. "Uma das preocupações é evitar registar menos valias no balanço da CGD", salientou o presidente, reforçando que o banco estatal "não vai ter dificuldade em cumprir os rácios exigidos". Recordando que o 'core tier I' de 8,9 por cento da CGD, Faria de Oliveira acrescentou que "não haverá dificuldade em cumprir a meta este ano". Para tal, a CGD seguirá também "uma política selectiva na concessão de crédito", segundo o banqueiro, que frisou que apesar do ambiente económico difícil, o crédito concedido pelo banco às empresas cresceu 5 por cento no primeiro trimestre do ano.Paralelamente, questionado sobre o dossier BPN, sob gestão da CGD desde a nacionalização de 2008, e que deverá ser vendido até final de Julho, de acordo com o memorando assinado entre Portugal e a Comissão Europeia, o Banco Central Europeu e o Fundo Monetário Internacional, Faria de Oliveira revelou que deverão aparecer interessados na compra da instituição. "Há uma boa probabilidade de haver interessados" no Banco Português de Negócios (BPN), considerou, admitindo que o preço de venda do banco "vai ser seguramente abaixo do estipulado" pelo Governo na primeira tentativa de privatização, quando o valor mínimo exigido era de 180 milhões de euros.

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