César das Neves diz que trabalho dos laureados em economia é usado por "muitos ministros das Finanças"

João César das Neves refere que o prémio Nobel da Economia atribuído aos norte-americanos Thomas Sargent e Christopher Sims "está bem entregue" até porque o que investigam está hoje no centro do mundo.

O economista e professor na Universidade Católica diz que a investigação dos dois norte-americanos sobre as causas e efeitos na macroeconomia, premiados hoje pela Academia Sueca, "são executadas por diversas instituições internacionais, como o Banco Central Europeu, ou mesmo por diversos ministros das Finanças". Os dois economistas desenvolveram métodos para estudar a relação entre a política, a economia e variáveis macroeconómicas, como o produto interno bruto, inflação, emprego e investimento. A sua investigação explica que a política afecta a economia, mas a economia também afecta a política.

Thomas J. Sargent, professor de economia e negócios na Universidade de Nova Iorque, centrou a sua investigação em mudanças permanentes na política económica, tais como metas de inflação, enquanto que Christopher Sims, professor de economia da Universidade de Princeton, em Nova Jersey, estudou os efeitos das taxas de juro definidas pelos bancos centrais. O economista João César das Neves congratula-se com o facto da Academia Sueca "voltar a premiar a macroeconomia após cinco anos de interregno", acrescentando que, principalmente, Thomas Sargent "já merecia o prémio Nobel mais cedo, até porque o seu parceiro, Robert Lucas, já tinha sido laureado em 1995".

Para César das Neves, foi "curioso" que a Academia Sueca juntasse estes dois economistas, porque "apesar de não trabalharem juntos, têm características em comum". O tema pelo qual foram premiados "é bastante complexo", mas conseguiram "resolver o problema baseado em esquemas matemáticos e estatísticos", refere, acrescentando que, para os economistas, é sempre difícil dizer o que influencia o quê nas causas e efeitos da decisão política na economia e vice-versa e eles conseguiram".

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