CDS elogia "enorme coragem" de Pires de Lima e diz que decisão é legal

"O Governo fez o que devia, mostrou abertura ao diálogo até à última hora", salientou Nuno Magalhães, recusou as acusações de autoritarismo, feitas pelo PCP.

O CDS-PP elogiou hoje a "enorme coragem" do ministro da Economia ao decretar a requisição civil dos trabalhadores da TAP para minimizar o impacto da greve na companhia, rejeitando que se trate de uma decisão ilegal.

"O ministro da Economia teve enorme coragem em fazer esta medida que respeita e protege os portugueses de uma greve que era uma enormíssima falta de respeito para os cidadãos e para a TAP, que eram aqueles que eram prejudicados com esta greve", disse o líder parlamentar do CDS-PP, Nuno Magalhães, em declarações aos jornalistas sobre a aprovação por parte do executivo de maioria PSD/CDS-PP da requisição civil dos trabalhadores da TAP para minimizar o impacto da greve de quatro dias, entre 27 e 30 de dezembro, convocada por 12 sindicatos para contestar o relançamento da privatização da companhia aérea.

Lembrando as mais de 800 "greves políticas" convocadas por sindicatos afetos ao PCP nos três últimos aos, Nuno Magalhães recusou as acusações de autoritarismo dos comunistas.

"O Governo fez o que devia, mostrou abertura ao diálogo até à última hora e vendo que, infelizmente, tinha vencido a posição dos sindicatos mais radicais da TAP, fez também aquilo que devia, que é defender o interesse nacional", sublinhou.

Questionado sobre as acusações da CGTP de que o Governo está a violar a legislação laboral ao decretar uma requisição civil sem saber se os trabalhadores da TAP vão cumprir os serviços mínimos que venham a ser determinados para a greve, o líder da bancada do CDS-PP aconselhou a CGTP a "aferir da legalidade de greves políticas com fundamentos políticos com base em opções políticas que num estado de Direito democrático são tomadas por Governo democraticamente eleitos". "Se a CGTP não está habitada a esse facto, o problema não é meu", exclamou.

Segundo o ministro da Economia, a requisição civil aprovada abrange cerca de 70% dos trabalhadores da TAP, permitindo realizar todos os 1.141 voos previstos para os quatro dias da greve - dias 27, 28, 29 e 30 de dezembro.

A requisição civil compreende o conjunto de medidas determinadas pelo Governo destinadas a assegurar o regular funcionamento de serviços essenciais e de interesse público ou de setores vitais da economia nacional.

Os 12 sindicatos representativos dos trabalhadores da TAP convocaram uma greve de quatro dias, entre o Natal e o Ano Novo, para contestar o relançamento da privatização da companhia, decidida em novembro, tendo solicitado a suspensão do processo até estar concluído um conjunto de negociações para salvaguardar os direitos dos trabalhadores.

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