Carlos Costa refuta "veementemente diversas afirmações feitas" por Ricardo Salgado

Antigo presidente do BES disse aos deputados que nunca foi pressionado a sair por Carlos Costa. O governador do Banco de Portugal respondeu em carta enviada à comissão de inquérito parlamentar.

Em carta enviada esta tarde ao presidente da comissão parlamentar de inquérito à gestão do BES, Fernando Negrão, o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, desmente algumas das afirmações feitas nesta mesma tarde por Ricardo Salgado, ex-presidente do Grupo Espírito Santo.

Invocando "a autorização por este dada para divulgação da troca de correspondência com o Banco de Portugal relativa a avaliação (...) idoneidade" de Salgado, o governador do Banco de Portugal anexa a correspondência trocada, "para que se perceba as várias diligencias feitas pelo Banco de Portugal para avaliação de idoneidade do Dr. Ricardo Salgado". Um processo que, segundo Carlos Costa, "acabou par ser extinto par causa das renuncias por este entregue, entre 16 e 17 de abril, aos cargos" que tinha nas filiais do Grupo Espírito Santo.

Também as afirmações de Salgado perante os deputados sobre a "alegada aceitação do Dr. Morais Pires para futuro presidente da comissão executiva do Banco Espirito Santo", o governador refuta "veementemente diversas afirmações feitas" por Salgado na audição parlamentar. E anexa as cartas trocadas com o BdP "para cabal esclarecimento (...) quanto à minha posição sabre essa materia".

Por fim, Carlos Costa faz questão de afirmar que o Banco de Portugal não tem competência para intervir no processo que levaria à nomeação de Ricardo Salgado como presidente do Conselho Estratégico, o novo órgão estatutário do grupo - algo que Salgado dissera ter sido aceite pelo governador. "Ao Banco de Portugal apenas compete legalmente avaliar a idoneidade dos membros dos órgaos de administração e fiscalização das instituições de crédito, e não de outros órgãos estatutários", lê-se na carta.

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