Carlos Costa passou primeiro ano com "distinção e louvor"

O presidente da Caixa Geral de Depósitos (CGD), Faria de Oliveira, avaliou à agência Lusa como "muito bom, com distinção e louvor" o primeiro ano de Carlos Costa como Governador do Banco de Portugal.

"Em síntese e usando terminologia académica: muito bom, com distinção e louvor", disse Faria de Oliveira, quando questionado sobre a avaliação ao primeiro ano de Carlos Costa à frente do Banco de Portugal (BdP).

Entre as principais medidas tomadas pelo novo Governador, Faria de Oliveira destacou a "muito relevante" participação do BdP no Programa de Ajustamento Económico e Financeiro acordado com a 'troika' (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional) e a "acção esclarecedora e activa" do deste junto do BCE no "apoio à situação de liquidez dos bancos portugueses" e "às necessidades de financiamento da República".

O presidente da CGD destacou ainda a liderança de Carlos Costa no "reforço da supervisão prudencial e comportamental" conseguida quer através de "medidas internas" do BdP quer dos "novo requisitos impostos aos bancos".

A definição de novos objectivos com vista ao "reforço da estabilidade dos mercados e do sistema financeiro", o papel interventivo do BdP no "reforço da sustentabilidade das finanças públicas" e o contributo da instituição "para a definição das políticas e das medidas do BCE" foram também destacados.

Quanto aos desafios que se colocam à liderança de Carlos Costa, Faria de Oliveira apontou como principal a "implementação do programa de ajustamento na parte que requer a participação do BdP".

Tal passará sobretudo pelo acompanhamento de desalavancagem do sistema financeiro e pelo reforço do rácio de solvabilidade 'Core Tier 1' (capital sobre activos ponderados de risco) para nove por cento até final do ano e 10 por cento em 2012.

Faria de Oliveira destacou ainda, para o futuro, a capacidade de "intervenção" do Banco de Portugal junto do BCE e o "funcionamento exemplar" do banco central como entidade de supervisão e regulação.

Carlos Costa foi indigitado como novo governador do Banco de Portugal a 07 de Junho, sucedendo a Vítor Constâncio que passou a vice-presidente do BCE depois de 10 anos consecutivos a liderar a instituição portuguesa.

Nascido em 1949 em Oliveira de Azeméis, Carlos Costa licenciou-se em economia pela Faculdade de Economia da Universidade do Porto, em 1973.

Antes de assumir a liderança do BdP, era vice-presidente do Banco Europeu de Investimento (BEI) e foi também membro do conselho de administração e director executivo da CGD entre 2004 e 2006 e ocupou idêntico cargo no Banco Nacional Ultramarino (BNU) e no Banco Caixa Geral (Espanha).

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