Bandeira insiste no aumento de capital no BPN

O presidente do Banco Português de Negócios (BPN), Francisco Bandeira, disse hoje que é vital que o accionista Estado, via Governo, aprove o aumento de capital de 500 milhões de euros.

"É indispensável que seja feito um aumento de capital de 500 milhões de euros" para o banco se manter em actividade, salientou hoje Bandeira na Comissão de Orçamento e Finanças.

Questionado sobre se já tem indicações sobre a decisão do Executivo acerca desta matéria, o presidente do BPN disse que a mesma não deverá tardar. "Sabemos que o accionista tomará tão depressa quanto possível a sua decisão", afirmou o banqueiro.

Segundo Bandeira, "o aumento de capital do banco sempre esteve previsto (à volta de 450 milhões de euros). Agora é a altura de incorporar capital. Antes não valia a pena". Isto, porque de acordo com o responsável, até há pouco tempo o foco da gestão estava na "limpeza do banco" e na "criação de condições para quem o comprasse". "Isso condicionou muito a missão, pois o objetivo era o momento da privatização. Eu também gostaria de ter encontrado um comprador para o banco", frisou o presidente do BPN.

Bandeira apontou para a crise, "primeiro a crise do 'subprime' e depois a crise da dívida" para justificar a ausência de propostas de compra do banco nacionalizado no final de 2008.

Quanto à diferença entre as insuficiências de capital de 1,8 mil milhões de euros detetadas pouco tempo depois da nacionalização e o atual 'buraco financeiro' de 2 mil milhões de euros, Bandeira desvalorizou a questão.

"Três meses após de termos chegado à administração do banco, fico muito satisfeito por termos acertado tanto", sublinhou, apontando para as autais insuficiências, estimadas em dois mil milhões de euros.

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