Arménio Carlos acusa Vítor Gaspar de ser alguém que não está de boa-fé

O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, afirmou hoje não ser garantido que, daqui a uma semana, o ministro das Finanças não venha dizer que não se pode comprometer para 2020 ou anos posteriores.

"Estamos perante alguém que não está de boa-fé, não cumpre com as suas responsabilidades, não diz a verdade ao país, aos portugueses e que, portanto, nada nos diz que daqui a uma semana, daqui a um mês, não tenhamos novamente o ministro das Finanças a dizer que não pode assumir compromissos políticos para 2020, para 2021, para 2022, tal como fez agora", declarou Arménio Carlos, antes de participar na apresentação da segunda edição do livro branco sobre os eventos do 1º. de maio de 1982 no Porto, durante os quais morreram duas pessoas.

O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, afirmou hoje que a reposição dos subsídios de férias e de Natal começará a ser feita em 2015, a um ritmo de 25 por cento ao ano.

A confirmar-se este ritmo, apenas em 2018 estará reposta a totalidade dos subsídios de férias e de Natal que estão atualmente congelados para os funcionários públicos e os pensionistas.

"Este Governo tem que assumir os compromissos políticos, não basta agora dizer que é uma proposta de trabalho. Mas qual proposta de trabalho? É uma proposta de trabalho para pagar aquilo que está a roubar indecentemente aos trabalhadores da administração pública e do setor empresarial do Estado e já não é uma proposta de trabalho para pagar aos agiotas que nos estão a cobrar juros elevadíssimos?", questionou o secretário-geral da CGTP.

Para Arménio Carlos, o Governo está a "chutar para a frente" ao fazer novos anúncios para os anos vindouros, acusando a "fuga em frente deste Governo" de se estar a tornar "no desastre do país".

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