Televisão digital com mais canais "facilitava a migração"

O administrador da Anacom Eduardo Cardadeiro afirmou hoje à Lusa que se a introdução da Televisão Digital Terrestre (TDT) fosse acompanhada da oferta de mais canais facilitaria a "migração" da tecnologia entre os consumidores.

A primeira fase do 'switch-off' (desligamento) das transmissões televisivas em sinal analógico arranca na próxima semana, a 12 de janeiro, e incidirá sobre a faixa litoral de Portugal continental.

Nas últimas semanas têm-se intensificado as críticas ao modelo de introdução da TDT em Portugal e ao facto de oferta de televisão em sinal aberto, que passará a ter emissões digitais, apenas se limitar aos atuais quatro canais. Questionado pela Lusa se a existência de mais canais na TDT facilitaria a migração dos consumidores para a nova plataforma tecnológica, Eduardo Cardadeiro afirmou: "Com certeza que facilitava".

Apesar de considerar que seria positivo para migração mais canais, Eduardo Cardadeiro lembrou que "não é competência da Anacom definir isso". Este "é um dos aspetos que estão totalmente fora do âmbito da atuação do regulador. Não é a Anacom que define quantos canais é que há na televisão", concluiu.

Na primeira fase de introdução da TDT, que começa na próxima semana, serão desligados os emissores e retransmissores que asseguram a cobertura da faixa litoral de Portugal continental. No entanto, por razões técnicas, os emissores de Montejunto, Monte da Virgem, Marão e Lousã vão continuar a funcionar.

A partir de 22 de março arranca a segunda fase, com a cessação dos emissores e retransmissores das regiões autónomas dos Açores e da Madeira. A última fase acontece a 26 de abril, altura em as transmissões analógicas do restante território continental serão desligadas.

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