Televisão analógica acaba quinta-feira nos Açores

As emissões de televisão analógica terrestre terminam na quinta-feira nos Açores, quando forem desligados os emissores e retransmissores espalhados pelo arquipélago, mas a passagem para a televisão digital terrestre (TDT) será "tranquila", assegurando a cobertura de 92 por cento do território.

Os dados oficiais indicam que, entre as 106 mil residências existentes nos Açores, cerca de 102 mil são subscritoras de serviço de televisão por cabo, restando apenas 4.000 lares sem acesso a sinal digital, em alguns casos segundas residências.

Os 13 emissores de TDT instalados no arquipélago, mais quatro do que os inicialmente previstos, permitem cobrir áreas como a zona poente do concelho de Ponta Delgada, os concelhos de Nordeste e Praia da Vitória e a zona poente da ilha do Faial, onde esta tecnologia não chegava nos planos iniciais.

Por essa razão, o Governo dos Açores considera a transição será "tranquila" e que são apenas "residuais" as zonas do arquipélago com menor cobertura, admitindo ser impossível cobrir integralmente todo o território da região.

"Haverá sempre zonas cinzentas num território disperso por 600 quilómetros, de Santa Maria ao Corvo, que é mais de metade da largura da Alemanha e mais do que o comprimento de Portugal continental", afirmou José Contente, secretário regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos, em declarações à Lusa em meados de janeiro.

A TDT é o sistema de televisão digital difundida por via hertziana ou terrestre, baseado na norma DVB-T, que vem substituir o atual sistema analógico terrestre.

Eduardo Cardadeiro, administrador da Autoridade Nacional das Comunicações (ANACOM), revelou no início de fevereiro, que a TDT cobre 92 por cento do território dos Açores, mas frisou que "em sítio nenhum" os açorianos ficarão sem acesso a televisão gratuita.

Para os que residem nos oito por cento de território não cobertos, existe um outro meio de acesso, que é a televisão por satélite.

Os equipamentos deste meio complementar têm um custo máximo calculado em função da média dos preços dos equipamentos descodificadores de TDT (no caso dos televisores não estarem preparados para a receção do sinal), podendo custar entre 26 e 70 euros, enquanto o 'kit satélite' custa 40 euros.

Os cidadãos com grau de deficiência igual ou superior a 60 por cento, que recebam Rendimento Social de Inserção ou que tenham pensão inferior a 500 euros mensais têm um apoio de 50 por cento na aquisição destes equipamentos.

No caso da cobertura por satélite será ainda necessário adquirir uma parabólica, com um custo de 61 euros, com instalação incluída, enquanto na cobertura por TDT também poderá ser necessário, em algumas situações, adquirir uma antena, cujo preço pode chegar a 160 euros.

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