TDT gera meio milhar de queixas com apagão no Litoral

Horas depois do apagão do emissor de S.Macário, o último da zona do Litoral, há aldeias de Vouzela a Lamego que ainda não migraram para o digital.

Ficou hoje concluída a primeira fase do apagão analógico e da transição para a Televisão Digital Terrestre (TDT) com o desligamento do emissor de S. Macário, em São Pedro do Sul, Viseu. Desde o início desta fase, a 12 de janeiro, a Defesa do Consumidor reuniu "506 reclamações num total de 1400 contatos", refere Tito Rodrigues, especialista da Deco.

Os dados relativos ao apagão do último emissor do litoral, que atinge diretamente um milhão e 200 mil pessoas nos distritos de Aveiro, Braga, Guarda, Porto, Vila Real e Viseu ainda não estão disponiveis quer por parte da DECO, quer por parte da Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom).

Porém, há aldeias que não migraram para o digital. Lazarim, no concelho de Lamego, "está sem televisão neste momento", diz ao DN.pt, Norberto Carvalho. O presidente da junta de freguesia refere que se tratam de "1500 pessoas em três aldeias que, até agora, eram servidas por um restransmissor que bastava fazer a adaptação, mas nem pensaram nisso."

O autarca de Vouzela, Telmo Antunes, não tinha recebido ainda queixas. Espera que a migração tenha sido feita porque não vai avançar com a compra de amplificadores de sinal. "A PT queria que nós instalassemos retransmisores, seriam 90 mil euros. Mas esse é o negócio deles, não o nosso. Duvido que seja legal que as autarquias possam gastar dinheiro em retransmissores de sinal", refere.

Mais Notícias

Outras Notícias GMG