Menos de 1% sem TDT na primeira fase de migração

Cerca de 1.650 pessoas não se prepararam para a televisão digital, menos de um por cento dos 2,3 milhões de utilizadores abrangidos pela primeira fase do desligamento do sinal analógico, concluída na semana passada, anunciou a ANACOM.

Segundo uma nota hoje divulgada pela Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM), registaram-se, no total do desligamento do sinal analógico na faixa litoral, "cerca de 1.650 telefonemas para a linha de apoio da TDT [Televisão Digital Terrestre] por parte de pessoas que não se prepararam para a televisão digital, menos de um por cento do universo que tinha de fazer a migração".

De acordo com a ANACOM, o desligamento do sinal analógico na faixa litoral abrange 188 concelhos, num total de oito milhões de pessoas, das quais cerca de 2,3 milhões teriam de fazer a migração.

A primeira fase do plano de 'switch-off' ficou concluída na passada quinta-feira (dia 23) e até esta segunda-feira, 171 pessoas contactaram os serviços da TDT por terem ficado sem televisão naquele dia.

Destes municípios, "alguns foram desligados parcialmente, pois apesar de se situarem em áreas que deveriam ser desligadas nesta fase, recebem o sinal de emissores que tiveram que ficar ligados, porque alimentam retransmissores que só serão desligados a 26 de abril", refere o comunicado.

A próxima fase de transição para a TDT arranca nos Açores e na Madeira a 22 de março, abrangendo perto de 500 mil pessoas.

Segundo a ANACOM, o número de utilizadores que terá que migrar para a televisão digital é, nestes arquipélagos, "razoavelmente diminuto, uma vez que a taxa de penetração do serviço de televisão paga, conjugado com os detentores do chamado pacote zero, ultrapassa os 90 por cento".

"Com a passagem para a televisão digital terrestre, as famílias dos Açores e Madeira que recebem o sinal de televisão através da tradicional antena no telhado, e que apenas visualizam dois canais - a RTP1 e a RTP Madeira ou Açores, consoante os casos -, passarão a ter acesso a cinco canais, já que passam a ver também a SIC, TVI e RTP2", o que será "um forte incentivo à mudança, que deverá ser feita atempadamente para garantir que ninguém ficará privado de ver televisão", refere a ANACOM.

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