Seguro recusa negociar perdão da dívida

Seguro diz que pagar o que se deve é uma questão de honra e rejeita o perdão da dívida.

Em entrevista dada hoje ao jornal "Público", António José Seguro "admite que o PS está neste momento a preparar-se para ser Governo e enquadra as reuniões com os partidos políticos e os parceiros sociais nesse contexto. Mas reconhece que os encontros desta semana só lhe reforçaram a certeza de que o PS precisará de maioria absoluta para governar com estabilidade, embora acredite que vai conseguir acordos pontuais à esquerda e á direita. E que os consensos têm de se conseguir logo de início".

Em relação à renegociação da dívida, quando há partidos à esquerda a falar em reestruturação e perdão da dívida, o líder do Partido Socialista afirma que "não é possível iniciar um processo e querer chegar ao final rapidamente". Para Seguro, "A Grécia já fez dois haircuts, sim, mas eu defendo uma coisa diferente: que Portugal deve pagar a sua dívida mas deve ter condições para o fazer. O que está a acontecer em Portugal é o contrário (...)"

" (...) Eu sempre defendi o equilíbrio das contas públicas. Isso defende-se se indexarmos a redução do défice fiscal à evolução da economia".

"(...) Em relação á dívida, a minha resposta é europeia: mutualização de parte da dívida. Isso traria dois efeitos: a nossa dívida baixava para 60% e o nosso financiamento nos mercados era mais favorável, pagando menos juros".

"(...) A política de austeridade foi um erro. O Governo não a considera assim. Nós consideramos ser necessário estabilizar a economia. O Governo considera que não. Nós consideramos que deve haver uma renegociação do nosso processo de ajustamento".

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