"Se a Alemanha não muda, implosão do euro é inevitável"

O ex-ministro João Cravinho alerta, num debate na AR, que o euro só sobrevive se a Alemanha mudar "completamente o seu estilo de liderança".

O "Jornal i" escreve hoje que "ou a Alemanha muda completamente a sua atitude e o seu estilo de liderança ou a implosão do euro será inevitável", foi o aviso deixado pelo ex-ministro João Cravinho num debate sobre as alternativas possíveis à troika e ao programa de ajustamento aplicado a Portugal. O socialista avisou ainda que a "política de austeridade como opção ideológica" tem prejudicado a relação entre os países europeus e levará a um conflito entre a França e a Alemanha já em 2016".

Segundo o jornal, João Cravinho, Isabel Moreira, João Almeida, Octávio Teixeira, José Guilherme Gusmão e Pedro Delgado Alves estiveram na quarta-feira à tarde na Assembleia da República para a apresentação do livro "A crise, a troika e as alternativas urgentes" (José Guilherme Gusmão e Pedro Delgado Alves são co-autores da obra) e debateram as suas perspectivas para o futuro da Europa. Uma das soluções apresentadas por Octávio Teixeira, ex-líder parlamentar do PCP e economista, tem sido a saída do euro de forma organizada e negociada. "Eu combati a entrada no euro e atá aparecer o plano de assistência financeira não pus em causa a nossa continuação na moeda única, mas quando o prgrama custa mais, põe-se essa hipótese", sublinha o economista. Também Cravinho admite "que esta ideia não tuinha muitos apoiantes na tecnocracia europeia" e hoje é diferente. Para si, a a saída do euro é uma hipótese, embora possa implicar o fecho dos mercados para Portugal nos cinco a dez anos seguintes. A única maneira de suavizar essa saída seria deixar o euro de uma forma ordenada e negociada com os parceiros europeus. "A Alemanha tem todo o interesse em que isto funcione de forma que os bancos alemães não vão à falência", alega Cravinho.

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