Rendeiro acusado de lesar clientes em projeto

O Ministério Público pede que João Rendeiro, Paulo Guichard e Fezas Vital sejam proibidos de exercer a atividade no setor financeiro durante pelo menos cinco anos devido à Participações Financeiras.

De acordo com a edição de hoje do "Público", os clientes da Privado Financeiras, veículo criado pelo BPP, foram burlados em 41 milhões de euros por João Rendeiro, Paulo Guichard e Salvador Fezas Vital, no quadro de um projeto de ambição pessoal de controlo do BCP, onde apoiaram os ex-presidentes Paulo Teixeira Pinto e Carlos Santos Ferreira, lê-se no despacho de acusação do Ministério Público.

"Os arguidos sempre manifestaram interesse pelo BCP, e concretamente, em investir nessa guerra de pode" [que visou o afastamento dos anteriores gestores liderados por Jardim Gonçalves], lê-se no despacho de acusação do Ministério Público, com cerca de 160 páginas, datado de 8 de fevereiro, que acrescenta ainda que, "inicialmente, e até à sua saída" da administração, Paulo Teixeira Pinto foi "apoiado" por João Rendeiro, Paulo Guichard e Salvador Fezas Vital. Já depois de Teixeira Pinto ter deixado o BCP , "no início de 2008", Rendeiro continuou apostado em ter uma palavra a dizer no banco, razão pela qual passou a manter "contactos com a administração de Carlos Santos Ferreira", com quem, aliás, "reuniu nas instalações do BPP, em Lisboa". Santos Ferreira, que estava na CGD, substituiu Filipe Pinhal, que ocupou a liderança do BCP quando Teixeira Pinto saiu.

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