Reestruturação da dívida "seria um desastre total"

O antigo subdiretor geral do FMI e presidente da Federação Brasileira de Bancos rejeita que a reestruturação da dívida seja a solução para Portugal.

O jornal "Pùblico" escreve hoje que "o antigo subdiretor-geral do FMI, atual presidente da Federação Brasileira de Bancos, Murilo Portugal, esteve em Portugal para participar numa conferência organizada pelo Banco de Portugal, pelo Conselho de Finanças Públicas e pela Fundação Gulbenkian. O economista e ex-quadro do Banco Mundial, rejeita que a solução para a crise portuguesa passe pela reestruturação da dívida, o que "seria um desastre total", porque ela "destrói a confiança que é necessária para o processo de reestruturação, como se está a ver na Grécia com o acenturar da recessão" e defende que só o actual processo de ajustamento pode tornar o país mais produtivo e resolver os problemas orçamentais. Mas reconheceu que a intervenção do FMI na Argentina, onde desempenhou um papel determinante, correu mal, ao contrário, lembrou, do que aconteceu nos países bálticos, em Hong Kong e Holanda".

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