Recuo na marcha da ponte incomoda PCP

A desistência da CGTP de atravessar a pé a ponte 25 de abril desiludiu alguns comunistas, que esperavam outro desfecho do caso depois das declarações duras de Arménio Carlos e de o Avante! ter dado a marcha por garantida.

O semanário "Sol" escreve hoje que "não foi pacífica na CGTP a decisão de acatar a proibição do Governo de realizar a marcha na ponte 25 de abril. Sindicalistas, militantes comunistas e sectores da extrema-esquerda sentiram que a CGTP havia capitulado. O blogue 5 dias encheu-se de opiniões indignadas e a central sindical foi ridicularizada pelas palavras de ordem "Vamos marchar sobre rodas" - para apelar a uma 'versão rodoviária' do protesto, amanhã, que consiste em passar a ponte em autocarros, num 'buzinão' que terminará em Alcântara".

Segundo o semanário, "o deputado do PCP Miguel Tiago, no Facebook, e a sindicalista da CGTP Lúcia Gomes não esconderam a sua frustração, mas num segundo momento tentaram travar as críticas de sectores mais radicais, que apelam à desobediência. "Agora o mais importante de tudo é estar lá. Quem concorda com a forma e quem não concorda. Sem luta não há vitória!", reage Miguel Tiago. A discussão nas redes sociais é interminável, com os mais inflamados a recordar ações de confronto que vão do assalto ao quartel de Beja (contra Salazar) à desobediência dos trabalhadores da Lisnave que passaram a ponte 25 de abril, em confronto com a polícia".

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