PSP aponta sete riscos que envolvem manifestação na ponte

A PSP aponta um a um os riscos que envolvem uma manifestação na Ponte 25 de Abril, alerta para riscos que não controlará e não assume responsabilidade por eventual "desfecho negativo", mas Arménio Carlos não desarma.

O semanário "Sol" escreve na sua edição de hoje que "uma manifestação na Ponte 25 de Abril é um acontecimento de alto risco e abre um precedente perigoso. Foi esta a preocupação que a PSP transmitiu ao ministro da Administração Interna, num parecer em que identificaram sete "fatores de risco", que são comparados aos da realização "de outros eventos", como as maratonas. Miguel Macedo, que tem em mãos este e outros dois pareceres negativos (da concessionária Lusoponte e do conselho de segurança da ponte) tentará agora demover a CGTP de cruzar o tabuleiro da 25 de Abril, durante a marcha convocada para o dia 19."

Segundo o semanário, que teve acesso ao relatóriao da PSP, os sete riscos apontados são "1 - quedas ou acidentes individuais ou coletivos potenciados pela natureza reivindicativa de uma manifestação, 2 - pânico ou alarme caso aconteça um incidente no meio do tabuleiro (como lançamento de petardos ou outros) que poderá ser feito por elementos não controlados pela organização, 3 - eletrocução devido a interferência intencional ou não nas catenárias do tabuleiro ferroviário inferior, 4 - dificuldades em operações de socorro dadas as características do tabuleiro e o atravessamento em marcha lenta, 5 - número não identificado de participantes que dificulta a avaliação das ameaças e a minimização dos riscos, 6 - ausência de seguros ao contrário do que sucede numa maratona onde os participantes são obrigados a ter um seguro de responsabilidade civil e 7 - impacto para terceiros devido ao alargado período em que é necessário proibir a circulação".

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