Portugueses retiram 12,3 mil milhões de offshores

Dinheiro investido em offshores a partir de Portugal está no valor mínimo dos últimos 16 anos. Desde 2010 até setembro deste ano a redução é de 77%. Ilhas Caimão ainda são o destino preferido.

O semanário "Expresso" escreve hoje que "quando se fizer o balanço da atual crise que começou com o subprime em 2007 e se transformou num sério problema de dívida pública na Europa, que contagiou Portugal, há várias transformações dignas de registo. As famílias portuguesas, assustadas, começaram a poupar, as contas externas corrigiram rapidamente para níveis que não se viam desde a II Guerra Mundial e a emigração voltou em força. Mas também na relação com os paraisos fiscais a crise coincidiu com uma mudança de fundo: o dinheiro português estacionado naquelas paragens regressou em massa a Portugal e está no nível mais baixo dos últimos 16 anos".

Segundo o semanário, "em apenas três anos, o volume de ativos financeiros detidos por portugueses em offshores caiu para menos de um terço. Mais concretamente para 31% do total que existia em 2010, de acordo com os dados atualizados pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Os dados para 2013 do FMI só serão conhecidos no final do próximo ano mas, segundo dados do Banco de Portugal até setembro para o conjunto dos offshores, regressaram mais 1,3 mil milhões de euros. Assim, no total, a redução de aplicações portuguesas ascende já a 12,3 mil milhões de euros em menos de quatro anos (uma quebra de 77%)".

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