Marmitas anticrise obrigam a micro-ondas nas escolas

Crise obriga alunos e professores a cortar até nos almoços. Quantidade e qualidade da comida nas cantinas é alvo de críticas.

O "Jornal de Notícias" escreve hoje que "a crise está a originar um novo fenómeno nos refeitórios escolares: há cada vez mais alunos e professores a levar almoço de casa, o que obrigou já alguns estabelecimentos de ensino a instalar micro-ondas. Se, por um lado, há mais alunos a consumir refeições escolares, aproveitando o preço reduzido das mesmas (1.40 euros), como a única oportunidade para comerem uma refeição de peixe ou carne, por outro, há cada vez mais quem opte por levar comida feita de casa".

Segundo o jornal, para Manuel Pereira, presidente da Associação Nacional de Diretores Escolares "este é um fenómeno crescente, apesar de, para os docentes, cada refeição ficar sensivelmente a quatro euros, ainda assim, ao final do mês totaliza 80 euros, o que leva muitos a pouparem essa verba", disse. Mário Nogueira, da Fenprof, confirma que "hoje, nas salas de professores, há muita gente a aquecer o almoço no micro-ondas". Para o dirigente sindical, esta é uma consequência da precariedade em que vive a maioria dos docentes".

Segundo o jornal, as razões da "moda da marmita" são duas. Se a questão económica tem um peso decisivo, a má qualidade e pouca quantidade de comida servida em algumas escolas pode ajudar a compreender a opção".

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