Europa vê segundo resgate a Portugal como "último recurso"

A crise política veio perturbar a estratégia que estava delineada para Portugal: a seguir à Irlanda, o país teria o seu programa cautelar. São agora maiores os riscos de que possa ser preciso um segundo resgate total. Mas para a Europa esse será um ùltimo recurso.

O "Jornal de Negócios" escreve hoje que "um segundo resgate total, no sentido de garantir à partida financiamento direto ao País por um período de tempo determinado, é visto como um plano de último recurso na frente europeia, garantem fontes de mercado e de instituições europeias ouvidas pelo jornal. A razão é óbvia: evitar pedir financiamento direto aos países do Norte - e justificá-lo perante os respetivos eleitorados. Além disso, um segundo resgate em Portugal fragilizaria o argumento de que a Grécia terá sido mesmo um "caso único" e de que, apesar das dificuldades, a estratégia europeia está a funcionar".

Segundo o jornal, "o plano, já assumido pelas autoridades europeias e nacionais, seria apoiar o regresso da Irlanda aos mercados com um programa cautelar - uma linha de crédito disponível, mas que seria usada apenas em caso de necessidade - logo após o verão. Provavelmente até já em setembro, visto que o programa de ajustamento económico do país termina no final do ano. Uma decisão sobre Portugal poderia não ser anunciada logo nessa altura, mas ficaria implícita a pré-qualificação do país. Esse deverá ser o plano e que só será alterado em caso limite, e serão os mercados a decidir. Isto porque para que Portugal consiga ter acesso a um programa cautelar tem de dar algumas evidências de acesso ao mercado, que convençam os investidores de que o país consegue atrair investidores para a sua dívida".

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