Crise no Governo tira 2,3 mil milhões à bolsa

Os investidores assusteram-se com a demissão de Portas, a bolsa sofreu a queda mais forte desde 2010 e os juros da dívida subiram, colocando Portugal mais perto de novo resgate.

O "Diário Económico" escreve na sua edição de hoje que "vender foi a palavra mais ouvida ontem no mercado nacional, com os investidores a quererem sair de ativos portugueses para não se sujeitarem à volatilidade que se avizinha para o mercado por causa da crise política. A pressão vendedora levou as taxas da dívida soberana portuguesa a terem das maiores subidas desde que o país entrou no euro. O massacre a ativos portugueses também assombrou a bolsa. o PSI 20 chegou a desvalorizar 7,13% na sessão, num movimento apenas comparável às que ocorreram na ressaca do Lehman Brothers. Terminaria a sessão a perder 5,31%, com todas as cotadas no vermelho. Foi a maior descida desde abril de 2010, altura em que a Grécia fez tremer o mundo pela primeira vez com o pedido de resgate. No total, evaporaram-se 2,31 mil milhões de capitalizações bolsistas das cotadas portuguesas".

Segundo o jornal, "a banca voltou a ser a mais fustigada pelos investidores. É que a desvalorização da dívida pública portuguesa diminiu o valor dos ativos das entidades financeiras. No total, os quatro bancos cotados perderam 619 mil milhões de euros de capitalização. As ações do Banif, BCP e BES perderam mesmo mais de 10%".

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