Cortes nas horas extras e feriados são para ficar

Medida de austeridade deve ser aplicada pelo Executivo pelo menos até ao final deste ano. Patrões defendem manutenção do corte ainda por mais dois anos.

O "Jornal de Notícias" escreve hoje que "O governo está prestes a fazer a vontade aos patrões e manter pelo menos até ao final do ano o corte em 50% no valor do trabalho extraordinário e em dia feriado. A CGTP considera que a medida representa uma descida salarial. "O Estado não deve impor aos privados regras piores do que as que tem para si próprio", justificou à saída da reunião com os parceiros sociais o ministro do Emprego, Pedro Mota Soares, referindo-se ao facto de no sector empresarial do Estado os cortes no valor das horas extraordinárias vigorarem até ao final do ano. A medida vai ao encontro das confederações patronais, que pretendiam no entanto um período mais longo nos cortes. Mas para o líder da CGTP, Arménio Carlos, o Governo está a "empurrar com a barriga" o aumento do salário mínimo e "quer é baixar os salários", através dos cortes nas horas extra e nos subsídios".

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