Atraso de Procurador custa um milhão

José Lemos deixou prescrever caso de burla ao Estado. manteve ainda um caso de violação e violência doméstica parado durante mais de três anos.

O "Correio da Manhã" escreve hoje que "o Procurador-adjunto José lemos - que começou a ser investigado após denuncia do arquivamento, pouco claro, do processo contra Mesquita Machado - deixou prescrever um outro processo de burla e falsificação que lesou o Estado em quase um milhão de euros. O inquérito contra 11 arguidos corria no Tribunal de Braga e esteve quase quatro anos parado. Em setembro de 2012, o Procurador alegou que não havia provas contra os arguidos e ocultou que, mesmo que fosse essa a sua intenção, já não os podia acusar porque o caso estava prescrito".

Segundo o jornal, "este é apenas um dos muitos processos que o magistrado terá deixado prescrever e que levaram, aliás, a que o Conselho Superior do Ministério Público (CSMP) - presidido pela procuradora Joana Marques Vidal - determinasse que deveria ser suspenso durante cinco meses. O mesmo orgão decidiu ainda a sua transferência para o tribunal de Vila Pouca de Aguiar. O Procurador terá cometido, no total, 33 infrações graves. Um dos casos mais graves diz mesmo respeito a um processo relativo a crimes de violação e violência doméstica. Durante mais de três anos, a investigação esteve praticamente parada, sem que houvesse uma justificação real para tal, revelando "uma conduta de grave negligência e de dolo na tramitação dos inquèritos a seu cargo, considerou o CSMP".

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