Apelo de Cavaco ao consenso deixa esquerda indignada

"De nada vale ganhar ou perder eleições", se se mantiver a crispação, disse o Presidente. PS, BE e PCP acusam Cavaco de apadrinhar o Governo.

O "Público" escreve hoje que "deitou um balde de água fria ao PS de António José Seguro, deu um bálsamo ao Governo, e condicionou as aspirações de rebeldia do CDS. No discurso das comemorações do 25 de Abril, o Presidente da República não poupou ninguém. Dramatizou o apelo ao consenso com o PS, reconheceu aspetos positivos e negativos da governação de Passos Coelho, reforçou a necessidade de relançar a economia e questionou a adequação à realidade dos pressupostos do programa da troika. Para a oposição, Cavaco Silva fez um discurso de "facção", como se fosse membro do Governo".

Segundo o jornal, "as bancadas da oposição ficaram indignadas com o discurso do Presidente. O líder parlamentar do PS, Carlos Zorrinho, acusou Cavaco Silva de "fazer um discurso claramente partidário" e de "apadrinhar a política de austeridade do Governo". A identificação de Cavaco Silva com o Governo foi também sublinhada pelo PCP. "Parecia um discurso de primeiro-ministro ou de um primeiro-ministro adjunto", afirmou Jerónimo de Sousa. Do Bloco de Esquerda a reação acentuou as críticas a Cavaco Silva. "O Presidente da República fez um discurso de facção que ofende os princípios da pluralidade e da democracia do 25 de Abril", afirmou João Semedo".

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