Alunos de escola náutica recebiam respostas dos exames por sms

Funcionário do IPTM e um formador tinham sido absolvidos. Agora a Relação vem condená-los: um por corrupção passiva, outro por falsificação de documento.

O "jornal i" escreve hoje que "durante anos, o esquema repetiu-se: em dia de exame teórico os alunos de escolas náuticas recebiam por sms as respostas corretas. Sem pagar mais por isso: o esquema envolvia um funcionário do Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos (IPTM) e um formador de navegadores de recreio. O objetivo passava simplesmente por chamar mais clientes a algumas escolas, atraídos por altas taxas de aprovação".

Segundo o jornal, "o estratagema foi descoberto e os suspeitos foram acusados de corrupção passiva, abuso de poder e falsificação de documentos. A 8ª Vara Criminal de Lisboa, contudo absolveu-os de todos os crimes. Mas, em maio, depois de um recurso apresentado pelo Ministério Público, duas juízas da Relação de Lisboa inverteram o rumo da história e condenaram Vítor Gouveia, funcionário do IPTM, por um crime de corrupção para ato lícito, e Vieira Amândio, formador de navegadores de recreio e vogal dos júris dos exames, por falsificação de documento. Ambos foram condenados a pagar 2200 euros em multa".

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