Renato Seabra foi a tribunal pedir suspensão da confissão

A defesa do modelo entregou hoje, sexta-feira, uma moção a pedir a anulação da confissão feita aquando da detenção pela morte do cronista social Carlos Castro.

A audiência de Renato Seabra no Supremo Tribunal de Manhattan durou apenas três minutos. O jovem, acusado do homicídio de Carlos Castro, voltou a comparecer algemado e com um fato dos serviços prisionais. Não falou, mas contou com o apoio da mãe, Odília Pereirinha, que esteve presente na sala de audiência.

O advogado de defesa de Renato Seabra pediu ao tribunal a anulação da confissão na base de que as declarações "não foram extraídas constitucionalmente".

"Não havia um advogado presente, mas havia outras razões", disse Touger, escusando-se a entrar em detalhes, em particular se o estado psiquiátrico de Seabra na altura das declarações é também razão para anulação.

A defesa entregou à procuradora os documentos em que constam essa argumentação, a qual tem até 8 de Abril - dia em que se realiza a próxima audiência - para os analisar.

O advogado de Renato Seabra, por seu lado, recebeu da acusação os documentos que constam do processo. Pediu também ao juiz a suspensão do prazo para a defesa informar o Ministério Público de que vai usar a chamada "defesa psiquiátrica", uma vez que para decidir por essa via precisa dos relatórios médicos e psiquiátricos do hospital em que o modelo de Cantanhede esteve nas horas seguintes ao crime.

"Não tomámos uma decisão sobre esse tipo de defesa, estamos à espera dos registos do [hospital] Saint Luke"s para onde foi levado. São os registos mais importantes. É o primeiro hospital, as primeiras pessoas que viram o Renato" depois do crime, disse Touger.

Os registos deverão chegar no final da próxima semana e então será decidido "fazer ou não a defesa psiquiátrica", adiantou.

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