Psicóloga contesta audição de Esmeralda

Daniela Neto acompanha Esmeralda a pedido do pai e defende que a menor não deve ter a responsabilidade da decisão

A psicóloga que acompanha a menor Esmeralda Porto a pedido do pai disse ontem ao Tribunal de Torres Novas, onde corre um pedido de alteração do poder paternal, que a criança não deve ser ouvida no âmbito do processo.

"Não se põe esta responsabilidade aos ombros de uma criança. Não pode ter o ónus desta decisão", disse Daniela Neto, a psicóloga que, a pedido do pai de Esmeralda, Baltazar Nunes, segue a menor desde Maio de 2009. A psicó- loga, que reconheceu algum "cansaço" da menor em falar de situações "em que sabe que há conflito", considerou Esmeralda uma "cuidadora de adultos", o que no seu entender "não é potenciador de desenvolvimento harmonioso".

Considerando a relação com o pai "estável", a psicóloga admitiu que a figura feminina do casal que a criou desde os três meses até quase aos sete anos, Adelina Lagarto, continua a ser a "figura materna" de referência, sendo a mãe, Aidida Porto, que agora reclama a guarda da menor, como que "um passaporte de acesso" a Adelina.

Tanto o advogado de Aidida Porto como a mandatária do casal Luís Gomes e Adelina Lagarto questionaram a possível "contaminação" da terapia desenvolvida por Daniela Neto, dada a proximidade com o pai e a observação apenas de um dos contextos relacionais em que se divide a vida da menina.

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