Relação manteve Duarte Lima em prisão preventiva

O Tribunal da Relação de Lisboa decidiu hoje manter a prisão preventiva de Domingos Duarte Lima e a caução de 500 mil euros para Pedro Lima, filho do ex-deputado, em resposta ao recurso apresentado pelos seus advogados.

Tanto Duarte lima como o seu filho são suspeitos de branqueamento de capitais, burla, e fraude fiscal na compra de terrenos na zona de Oeiras destinados à construção de instalações do Instituto Português de Oncologia (IPO).

O advogado português encontra-se detido nos calabouços da Polícia Judiciária desde 18 de novembro do ano passado, altura em que a Polícia Judiciária fez diversas buscas diomiciliárias às casas do advogado, de Pedro Lima e de um outro sócio neste negócio - Vitor Raposo.

As diligências efectuadas em casa de Lima foram acompanhadas pelo procurador do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), Rosário Teixeira.

No dia seguinte às buscas, o juiz Carlos Alexandre decretou a prisão preventiva ao ex-deputado do PSD, que é também procurado pela justiça brasileira por alegadamente ter assassinado Rosalina Ribeiro naquele país. O magistrado deixou Pedro Lima sair com uma caução de 500 mil euros e Vitor Raposo ficou apenas proibido de contactar com os restantes envolvidos neste caso.

O motivo que terá acelerado a detenção de Duarte Lima foi o perigo de fuga para países árabes. Em todas as intervenções, o advogado de Duarte Lima, Raul Soares da Veiga, fez questão de lembrar que esta detenção nada teve que ver com a prisão preventiva decretada dias antes no Brasil, por suspeitas do assassinato de Rosalina Ribeiro.

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